quarta-feira, 21 de junho de 2017

Estudo Detecta Violações de Liberdade de Imprensa nas Zonas de Conflito Armado

Um estudo publicado, na cidade de Chimoio, na província de Manica, revela a existência de graves violações de liberdade de imprensa nas rádios comunitárias localizadas nas zonas de conflito armado.

De acordo com o estudo, realizado pelo MISA Moçambique em parceria com a Fundação MASC, o conflito armado “eliminou o espaço de actuação das rádios comunitárias, através de acções de silenciamento, ameaças, intimidação, censura contra os fazedores das rádios comunitárias”.

O estudo foi realizado entre Março e Abril do ano em curso, nas províncias de Manica, Tete e Zambézia.

Entre 2014 e 2016, período estudado, acrescenta o documento, o Estado e a Sociedade Civil, que defendem os direitos humanos e a liberdade de imprensa, não foram capazes de intervir atempadamente e de forma eficaz para proteger os jornalistas e as rádios.

O estudo indica que as rádios abrangidas pelo estudo denunciaram a existência de “Ordens Superiores” para se remeterem ao silêncio, passando a absterem-se de cobrir assuntos ligados ao conflito armado, mas apenas passar programas educativos, musicais, entre outros.

O MISA constatou, no mesmo estudo, que os jornalistas das rádios comunitárias não gozaram e continuam a não gozar de nenhuma protecção, durante o exercício das suas actividades, nas regiões de conflito armado.

De acordo com o documento, as rádios comunitárias apresentam várias dificuldades que, em última instância, afecta o seu trabalho. As dificuldades vão desde a falta de equipamento até às avarias de emissoras, o que se reflecte na redução dos raios de coberturas das respectivas rádios. Baixe AQUI o estudo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Por Que Os Moçambicanos Repudiam a Compra de Mercedes para Deputados?

Foto: Google
O governo de Moçambique adquiriu 18 viaturas de marca Mercedes-Benz avaliadas em 228 milhões de meticais para os membros da Comissão Permanente da Assembleia da República. Não é de hoje os que moçambicanos contestam as elevadas regalias de que os parlamentares têm beneficiado. As reclamações ganharam eco nos últimos dias quando o governo investiu mais de 200 milhões para adquirir viaturas protocolares para os deputados. 
O país atravessa um momento delicado, avaliando a situação de debilidade económica. É também verdade que os preços dos produtos de primeira necessidade tem vindo a registar uma ligeira redução quando comparado com os preços praticados no início do ano quando um dólar norte-americano chegou a atingir os incríveis 70 meticais. O motivo por que o povo repudia a aquisição das viaturas deve-se ao facto de o país ter assistido nos últimos três anos, entre outros problemas, a dívida pública crescer de forma desenfreada. 
A corrupção, por exemplo, insiste em ganhar os mais variados feitios e reluz como uma pedra preciosa, conquistando cada vez mais adeptos. Este mal conquistou grande visibilidade no país e muitos são os que nele se têm envolvido, desde indivíduos, diga-se, anónimos - até figuras sobejamente conhecidas na sociedade e que ocupam inclusive cargos de direcção. É ocaso, por exemplo, do ex-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos – Abduremane Lino de Almeida – julgado no último mês (Maio) sob a acusação de desvio de fundos de Estado.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Receitas do LNG Serão Primeiro para As Empresas e Só Depois para o Estado Moçambicano

O Governo moçambicano e os membros do consórcio liderado pela Eni, que detêm a concessão na área 4 da Bacia do Rovuma, acabam de formalizar o arranque do projecto de produção de gás natural liquefeito, num ambiente de celebração e grandes promessas de ganhos significativos para o Estado. Entretanto, estes ganhos podem estar comprometidos pelo facto de o Governo ter concedido garantias de que as receitas sejam usadas primeiro pelas empresas para o pagamento dos financiamentos,  para além da  fraca capacidade do país de fazer a monitoria dos projectos. Veja AQUI o artigo na íntegra

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um Ano Blogando: Um Ano Aprendendo

Faz já um ano após ter remodelado este blogue e iniciar com a publicação de diferentes conteúdos para brindar os amigos leitores. Para quem não sabe, este blogue foi criado no ano 2012 quando ainda frequentava o terceiro ano do curso de licenciatura em jornalismo. Não sei de onde surgiu a minha grande afeição por blogues. Lembro-me, porém, que o gosto pelos weblogs emergiu do nada, talvez do meu fascínio pela comunicação digital. 
Inicialmente, publicava neste espaço artigos de opinião, todos eles publicados inicialmente no jornal de maior circulação do país – o Jornal Notícias. Aliás, foi no ano 2010, concretamente no mês de Maio – se a memória não me engana que publiquei o meu primeiro e modesto artigo de opinião no matutino notícias. Desde então, muitos foram os rabiscos publicados naquele jornal e que, semelhantemente, foram publicados neste blogue. Não tenho números exactos sobre quantos artigos já escrevi e publiquei, mas estou certo que com esse exercício cresci e aprendi a observar com olhos atentos o mundo no qual estou inserido.
Ano passado (2016), decidi remodelar o blogue que por algum tempo tomou várias designações como: Racionalizando e Comunicologando. Até pouco tempo, o blogue não tinha um objectivo específico, procurava publicar um pouco de tudo sem seguir rigorosamente uma determinada linhagem. Provavelmente, hoje, o blogue continua sem um foco definido. Mas a sua existência tem em vista partilhar diferentes conteúdos que constituem actualidade no país e é, outrossim, um pequeno reflexo de quem é o seu gestor – Mussa Chaleque.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Casamentos Prematuros em Moçambique: Que distritos estão mais Afectados?


Uma em cada dez raparigas moçambicanas está casada aos 15 anos e metade estão casadas aos 19 anos de idade. Este índice elevado de casamentos prematuros em Moçambique tem atraído a atenção de vários seguimentos da sociedade, instituições do Governo, organizações da sociedade civil e parceiros no fortalecimento de acções de advocacia e sensibilização para a prevenção e combate a esta prática. Como forma de contribuir para esses esforços, o CEPSA produziu a partir dos dados do Censo a presente brochura que, mostra a representação cartográfica dos distritos do país onde este fenómeno está mais pronunciado de modo a que esses distritos sejam prioritários nos esforços para a eliminação dos casamentos prematuros em Moçambique. Consulte Online a versão Resumida e Completa AQUI.

Foto da Semana

Desta vez o infractor foi a Viatura do Município de Maputo
Por MCM. Data: 29-05-2017. Fonte: Folha de Maputo

sábado, 20 de maio de 2017

A Conversa com a Periguete

Foto: Google
Vi-te caminhando sobre a areia da praia, em jeito de desfile. Parecias estar numa passarela. Te lançavas a um e outro homem que julgavas ter dinheiro. Até que, te aproximaste do local onde eu me encontrava, debaixo do enorme guarda-sol, para insistires um papo comigo. Para ser sincero, o calor que fazia naquele dia já era suficiente para me incomodar o bastante.
Fui à praia porque não queria puxar conversa com ninguém. Mas, logo me apercebi que estavas com disposição para me incomodar. Decidiste estender a tua capulana e colocar o teu guarda-sol bem ao lado do meu. Mesmo assim, fingi não te notar. Continuei tranquilamente a contemplar os lindos flamingos sobrevoando o mar, os rochedos e o céu azul.
Dado a forma como te apresentavas, toda provocante, os homens olhavam-te famintos. Consumiam-te com os olhos. E sabe-se lá o quê mais eles pensavam a teu respeito.
– Oi baby, tudo bem? – cumprimentou-te humildemente um jovem banhista procurando te conquistar.
Sem reservas, dirigiste-lhe palavra torpe. –– Seu pobretão doentio. Afasta-te de mim!
Baixei os óculos escuros que trazia, e lancei um tímido e disfarçado olhar sobre ti. Atenta que és, captaste logo o meu olhar. Beijaste a palma da mão e simulaste um sopro. – blow! – lançaste o beijo em minha direcção. Logo concluí que eras de facto uma assanhada daquelas bem atrevida. 
 Te ignorei.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Governo Não Protegeu As Despesas Nos Sectores Sociais Como Prometera

O Governo prometeu, durante a apresentação do Orçamento do Estado para 2016, que iria salvaguardar as despesas em sectores prioritários, especialmente na Educação e na Saúde. O Governo afirmou que os cortes orçamentais em 2016 não iriam afectar os sectores sociais. Entretanto, o Relatório de Execução de Despesa de 2016 demonstra que o Governo ignorou o objectivo de proteger as camadas mais vulneráveis. Esta falha do Governo em cumprir as suas promessas teve e vai ter ainda consequências negativas directas para a população. Os impactos mais fortes vão afectar os serviços básicos de que depende a população mais vulnerável. Leia na íntegra aqui